Belém tem o selo de Cidade Criativa da Gastronomia renovado pela Unesco.

A capital paraense recebeu em 18 de agosto, a renovação do título internacional de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O selo de Cidade Criativa é renovado de quatro em quatro anos, onde cada cidade precisa produzir um relatório mostrando tudo o que foi feito durante esse período dentro dos padrões da Agenda 2030 da Unesco. O relatório é enviado para Paris onde é sorteado e distribuído para 8 cidades que fazem parte da rede ao redor do mundo, e é avaliado por elas, recebendo um conceito para todos os itens do relatório.

Depois das avaliações dos relatórios pelas cidades, eles são enviados para a coordenação geral que sintetiza o conceito final. Neste ano, foram avaliadas 26 cidades, 8 foram reprovadas e 18 tiveram o seu selo renovado, incluindo Belém que obteve o conceito final:  Muito Bom.

O primeiro título de Cidade Criativa da Gastronomia, concedido pela Unesco, veio em 2015, quando Belém tornou-se referência mundial em gastronomia, e passou a integrar uma rede de cidades que buscam desenvolvimento de maneira sustentável e de modo socialmente justo.

“O relatório foi enviado com todas as atividades desenvolvidas, desde os eventos internacionais: Encontro Mundial da Gastronomia/2017, Laços Belém-Portugal/2018, Encontro Latino Americano/2019, circuitos gastronômicos no Feliz Luzitânia, mercados criativos: Bolonha, Mosqueiro, Cutijuba e Ver o Peso, Circuito Fluvial do Combú/IGARA. Enfatizando também as capacitações de permissionários, boieiras e merendeiras oferecidas na gastronomia, em parceria com a Universidade da Amazônia (Unama) e em  empreendedorismo, em parceria com a Secretaria Municipal de Economia (Secon)”, explicou a ponto focal da Unesco em Belém, Claudia Sadalla.

O Brasil possui quatro cidades brasileiras da gastronomia criativa: Florianópolis, Parati, Belo Horizonte e Belém, que tem uma das culinárias mais ricas e originais do país, que mistura influências portuguesa, indígena e africana. Pratos como pato no tucupi, maniçoba e tacacá deram fama à gastronomia local, assim como sucos, doces e sorvetes feitos com frutas amazônicas, como açaí, cupuaçu e bacuri.

O último evento realizado, durante a pandemia, foi o Gastronomia Criativa em Casa, com o objetivo de levar entretenimento gastronômico ensinando receitas típicas para o público belenense. Durante semanas os episódios eram exibidos todos os sábados, nas redes sociais da Prefeitura de Belém, onde chefes, boieiras e merendeiras convidados apresentavam seus deliciosos pratos com os temperos da terra.

Entre os chefs convidados estavam a merendeira premiada da Prefeitura, Joselene da Silva, que em 2017 foi uma das vencedoras do concurso “Melhores Receitas de Alimentação Escolar”, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), as boieiras campeãs do Mercado Criativo Ver o Peso: Beth e Tieta, e o chef Brenno Pinto, que também é professor da Escola Criativa de Gastronomia de Belém, localizada em Outeiro.

“A renovação do nosso selo é a validação e o reconhecimento do trabalho realizado na cidade de Belém, pela UNESCO. Principalmente no que diz respeito aos treinamentos e qualificações, participação ativa nas reuniões da rede, e organização de eventos internacionais, assim como, nos objetivos 05,11 e 17 da Agenda 2030: Igualdade de Gênero, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Parcerias e Meios de Implementação.

Este selo é um resgate do sentimento de orgulho e pertencimento da população em relação a nossa Gastronomia Criativa, que é representada pelas nossas boieiras, mercados, comidas típicas de rua, chefs qualificados, receitas premiadas em Parma, nossos cheiros e sabores” completou Ponto Focal Claudia Sadalla.

 

Fonte: Agência Belém

Fotografia: Mercado Ver-o-Peso, Belém, PA – Imagem de Luciano Gemaque por Pixabay